sábado, 13 de janeiro de 2018

ATORES CANADENSES NUS, NAKED CANADIAN ACTORS,


ERIC BRUNEAU EM "MENSONGES"

Você vai se apaixonar por esse canadense gostosão. Duvida? Veja as postagens e me diga nos comentários se não tenho razão?




EM "LE REIGNE DE LA BEAUTÉ"


"O reino da beleza" é um filme do diretor canadense Denys Arcand recebido com menos entusiasmo do que os outros produzidos por ele; passando em festivais desde 2014 e chegando ao mercado de exibição nos Estados Unidos apenas no ano passado e agora no Brasil.
Seu personagem central é Luc Sauvageau (Éric Bruneau), um arquiteto de Thirtysomething, perto de Quebec, casado com Stéphanie (Mélanie Thierry) e que conhece Lindsay Walker (Melanie Merkosky), também casada, numa ida a uma reunião de negócios em Toronto. Luc e Lindsay se veem atraídos e acabam iniciando um caso. Eric, além de rico, aproveita sua vida como uma espécie de passagem para a perfeição, também frequentando o coral da igreja. E Lindsay se encontra infeliz em seu casamento, ideia pouco cogitada por ele, mesmo inserindo-se numa relação fora do matrimônio. Mesmo o primeiro encontro, com os dois de bicicleta, parece indicar uma volta a uma espécie de vida fora dos compromissos adultos. É justamente neste ponto de diferença que os personagens se descobrem mais complexos.





No entanto, Luc volta para sua cidade de origem e continua mantendo seu casamento. O reino da beleza se joga entre um passado feliz do personagem central e um presente no qual a aproximação com a esposa se dá por meio do contato com a natureza, apesar de ser dedicado à arquitetura. Arcand transforma o personagem num símbolo de alguém que está à procura de si mesmo, e precisa expor particularidades a uma amiga médica (Marie-Josee Croze), enquanto lida com problemas de saúde de um contratante de longa data (Michel Forget). Arcand não está interessado em estabelecer um eixo linear para sua história, tratando mais da relação subjetiva entre as pessoas. Quando Stéphanie, ex-tenista de destaque, começa a ter crises de pânico, ele não almeja colocá-la como uma vítima e sim como um retrato do que está acontecendo com sua relação, mesmo que Luc nada manifeste, procurando nas formas arquitetônicas a sua fuga. Ela também tem encontros furtivos com uma amiga (Genevieve Boivin-Roussy). Há elementos de Terrence Malick e Atom Egoyan na maneira como Arcand vai costurando sua narrativa, além de, por vezes, recordar Leviathan(na cena de caçada aos patos, por exemplo).



O reino da beleza é focado à margem dessas pessoas, mas também a maneira como elas estão inseridas em casas no gelo, em hotéis à noite, em caminhadas pelo parque, em passeios pelo rio. Ele visualiza a traição e os relacionamentos como parte de um universo onde não há construção determinada como a arquitetura, em que tudo é capaz de ser verdadeiramente abalado. É muita significativa a passagem em que Luc se encontra com Lindsay em Quebec e ele pede para que se escondam pois todos no lugar o conhecem: na verdade, ele tem receio da desestrutura que pode causar à esposa a perda desse reino intocável e perfeito que ele produziu dentro de si. Quando sai à noite e se refugia num hotel, querendo esquecer a amante, Arcand lida, em sua fuga, com inúmeras paisagens esplêndidas que não reconhecem mais o personagem. Ele está desmontado por dentro. Essa ligação entre os personagens e as paisagens pelas quais eles passam é determinante: assim acontece quando Luc e Stéphanie estão esquiando e ela tem outra crise de pânico: a beleza do entorno não pode salvar essa relação. As atuações de Bruneau e Thierry são ótimas, contrabalançando um certo vazio existencial dele e uma constante fuga dela da realidade.








em "BLUE MOON"










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